Bullying - ocorre no trabalho e na escola

No Brasil usamos o termo  bullying para designar situações de atitudes agressivas verbais, físicas, exclusão social e  virtual. São intencionais e repetitivas e ocorrem sem razão ou motivação evidente, exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia à vítima, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.  Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças e as repetições.  

O bullying se divide em duas categorias:

a) bullying direto, é mais comum entre os adultos e adolescentes masculinos. 

b) bullying indireto,  mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o  isolamento social da vítima.
 
Bullying no local de trabalho, frequentemente envolve o abuso ou mau uso do poder. A prática do Bullying inclui comportamentos que intimidam, denigrem, ofendem ou humilham o colaborador, normalmente na frente de outras pessoas, criando sentimentos de impotência no alvo e minimizando o direito do indivíduo a trabalhar com dignidade.  
 
Bullying no meio escolar, há uma preocupação entre os educadores, em esclarecimentos e orientações, sobre este comportamento, portanto as escolas não admitem a ocorrência do bullying entre os alunos. Esse tipo de agressão, geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas. As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, afetar o rendimento escolar, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio. 

Como são os autores das agressões ?

O(s) autor(es) das agressões, geralmente são pessoas que têm pouca empatia, de famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.

As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria convivem com a violência e silenciam ou participam em razão de temerem a se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar e no ambiente de trabalho, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e  todos sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
 
O responsável pelos atos de bullying pode ser denunciado e processado pela vítima, pois ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. 
 
 

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